Planejamento do DAT de Alto Alegre (SP) reforça a pesquisa aplicada em 2026
O Distrito Agrotecnológico (DAT) de Alto Alegre, no interior paulista, inicia 2026 com uma agenda voltada para a consolidação das soluções de agricultura digital para pequenas e médias propriedades. Para isso, a ampliação da base científica e a capacitação de produtores rurais serão os esteios do ano que se inicia. As atividades dão continuidade aos avanços estruturais e tecnológicos já implementados ao longo de 2024 e 2025, período em que o território se firmou como ambiente de teste e validação de soluções do projeto Semear Digital, incluindo a instalação de quatro antenas de internet no bairro Santana, que ampliaram a conectividade local.
O planejamento para 2026 prioriza três frentes integradas: pesquisa com sensoriamento remoto, desenvolvimento de métodos avançados de monitoramento ambiental e formação técnica de usuários das tecnologias digitais já disponíveis no DAT. Uma das iniciativas centrais será o desenvolvimento do projeto “Dinâmica espacial da agricultura em Alto Alegre (SP) a partir do mapeamento fenológico da cana-de-açúcar com sensoriamento remoto multissensorial”, conduzido pelo mestrando Mateus Menegossi Porto, sob orientação do pesquisador Édson Luis Bolfe (Embrapa Agricultura Digital). A proposta utilizará diferentes tipos de imagens de satélites para compreender variações temporais e fenológicas da cultura de cana-de-açúcar, contribuindo para análises mais precisas sobre o desenvolvimento dessas lavouras orientando à tomada de decisão de manejo com maior precisão no campo.
Outra linha de trabalho que terá continuidade envolve o projeto “Integração de imagens ópticas e de radar (SAR) para monitoramento da cobertura vegetal dos solos no DAT de Alto Alegre”, como parte do mestrado de Ana Carolina Vidal, orientada por Isabella Clerici De Maria (Instituto Agronômico – IAC). A abordagem combina dados de sensores distintos para superar limitações como cobertura de nuvens e ampliar a confiabilidade das informações sobre uso e ocupação da terra. Esse conjunto de dados sustenta tanto pesquisas acadêmicas quanto aplicações práticas voltadas ao acompanhamento das áreas produtivas.
O DAT também avançará em estudos de fusão de sensores RGB e LiDAR para estimativa de variáveis topográficas em bacias hidrográficas. A técnica permite caracterizar o relevo com maior detalhamento, apoiando análises relacionadas à dinâmica da água, manejo do solo e planejamento territorial, fatores diretamente ligados à sustentabilidade da produção agrícola.
Capacitação
Além das pesquisas, 2026 terá forte ênfase em capacitação. Estão previstas visitas técnicas para a realização de dois cursos voltados ao uso de aplicativos móveis como ferramentas de agricultura digital, como o aplicativo móvel para recomendações de calagem, gessagem e adubação da cana-de-açúcar, Aduba-Cana Semear Digital – IAC. “Essas capacitações devem apoiar produtores e técnicos locais no uso prático de soluções desenvolvidas no âmbito do Semear Digital, aproximando os resultados da pesquisa da rotina produtiva”, explica Glauber Gava (IAC), ponto focal do DAT de Alto Alegre.
“O conjunto das ações previstas dialoga com a trajetória recente do DAT de Alto Alegre, que já conta com infraestrutura de conectividade, ferramentas digitais de apoio ao manejo agrícola e uma base crescente de dados geoespaciais”, complementa Gava.
Paula Drummond
Graziella Galinari (MTb 3863/PR)
Embrapa Agricultura Digital
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