Delegação teve encontros com universidades, instituições de pesquisa e empresas.
Equipe do Semear Digital integra delegação brasileira em missão na China
O projeto Semear Digital foi uma das iniciativas apresentadas pela Embrapa durante missão institucional realizada na China, entre 15 e 22 de setembro. A delegação brasileira participou de eventos e reuniões com universidades, instituições de pesquisa e empresas com foco na busca por novas parcerias em áreas estratégicas para a agricultura, como o desenvolvimento de soluções digitais e de bioinsumos. Um dos principais resultados da missão da Embrapa foi a assinatura de um memorando de entendimento para a criação de um centro de cooperação na área de inteligência artificial.
Os pesquisadores da Embrapa Agricultura Digital Luciana Alvim Romani e Jayme Barbedo integraram a equipe da Embrapa, liderada pela presidente Silvia Massruhá. A visita à China contou ainda com a articulação do professor da Esalq/USP Durval Dourado Neto, cientista-chefe do Centro Semear Digital.
Em Pequim, um dos pontos centrais da missão foi a participação da Embrapa na World AgriFood Innovation Conference (WAFI) 2026. A programação na capital chinesa incluiu também diversas atividades em conjunto com a China Agricultural University (CAU), uma das instituições de referência na área de ciências agrárias. Na CAU, a equipe do Semear Digital participou de reuniões técnicas sobre projetos de pesquisa nas áreas de automação, robótica e inteligência artificial. O grupo também conferiu protótipos de robôs e outras tecnologias para pecuária de precisão durante passagem na Academia de Ciências da China. A programação incluiu ainda visitas ao centro de agrometeorologia da região, a empresa do setor agropecuário da área de irrigação e produção de sementes e também à multinacional de tecnologia Lenovo.
Para a pesquisadora Luciana Alvim Romani, coordenadora do Semear Digital, o objetivo maior da missão foi a prospecção de parcerias, com o olhar voltado para a segunda fase do projeto. “A cooperação internacional pode ampliar o contato com novos conhecimentos e também facilitar o acesso da equipe do projeto a tecnologias em desenvolvimento em outros países de vanguarda, como a China”, completa.
A delegação brasileira também teve a presença da chefe-geral da Embrapa Agrobiologia, Cristhiane Amâncio, que colaborou na agenda sobre bioinsumos com reuniões na CAU sobre desenvolvimento tecnológico e aplicação em escala, além da realização de visitas a uma planta de compostagem acelerada em Pequim e à VOTO Biotech Group.
A missão foi encerrada em Xangai, com um encontro com Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), mais conhecido como Banco dos Brics, em uma agenda de aproximação institucional para construção de novas oportunidades de cooperação para a agricultura brasileira.
Centro de cooperação Brasil-China para IA
Durante a missão à China, a Embrapa firmou um Memorando de Entendimento para a criação do Centro de Cooperação Brasil-China para Aplicação de Inteligência Artificial na Agricultura. A iniciativa reúne a Embrapa, a Universidade Agrícola de Nanjing (NAU), a Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu (JAAS), a Sinomach Digital Technology Corporation e a Associação Internacional para Cooperação Popular (IAPC) em um programa de trabalho colaborativo com duração prevista de cinco anos. O acordo foi firmado no dia 21, em Nanjing, capital da província de Jiangsu, onde fica a sede da Sinomach Digital.
A parceria tem como foco o desenvolvimento e a adaptação de soluções de agricultura digital, automação, robótica e inteligência artificial, com atenção especial às necessidades da agricultura familiar. Entre as ações previstas estão pesquisas conjuntas em máquinas agrícolas inteligentes, plataformas digitais e modelos de cultivo, além do intercâmbio de pesquisadores, missões técnicas, workshops, capacitações e busca conjunta de recursos em fundos de pesquisa brasileiros, chineses e internacionais.
Graziella Galinari (MTb 3863/PR)
Embrapa Agricultura Digital
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