O objetivo do projeto é superar as desigualdades no campo a partir de pesquisa, desenvolvimento, inovação (PD&I) em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) visando ampliar a produção e produtividade dos pequenos e médios produtores.

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1 de April de 2026

Novos projetos da Embrapa adaptam a metodologia do Semear Digital para diferentes territórios

Dois novos projetos da Embrapa Agricultura Digital vão adaptar a metodologia do Semear Digital para alcançar diferentes territórios. O primeiro é fruto da parceria firmada com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e deve acontecer em três assentamentos rurais do Estado de São Paulo. O outro é parte do Programa de Retomada Econômica do Eixo Rural do Novo Acordo do Rio Doce para a reparação da região após o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. Para isso serão contempladas cinco regiões da bacia hidrográfica, entre Minas Gerais e Espírito Santo.

Lançado em 2023, o projeto Semear Digital é um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) com foco na agricultura digital para aumentar a produtividade e competitividade de pequenos e médios produtores rurais. Para isso, os pesquisadores partem de um diagnóstico para alinhar as necessidades das cadeias produtivas locais com as demandas digitais dos produtores rurais e às diferentes soluções tecnológicas desenvolvidas ou adaptadas para atender a essas demandas.

As soluções digitais são apresentadas por meio de atividades de capacitação, pesquisa e inovação que ocorrem nos Distritos Agrotecnológicos (DATs), locais que funcionam como “laboratórios vivos” para a identificação de gargalos de conectividade e de necessidades de capacitação, bem como para o desenvolvimento e validação de tecnologias. Até o momento, o projeto desenvolveu ações em 10 DATs distribuídos pelo Brasil e abrange cerca de 15 cadeias produtivas diferentes.

Trata-se de uma metodologia que tem como centro a inclusão digital e socioprodutiva desses produtores rurais e, por esse motivo, parte das demandas locais e do trabalho conjunto para enfrentar os desafios da transição para a agricultura digital.

“Mais do que prover o acesso à internet e o desenvolvimento das tecnologias em si, o projeto se propõe a criar redes de cooperação entre os produtores envolvidos, compreender os diferentes aspectos de cada cadeia produtiva e aprender a fundo a aplicação dessas tecnologias no dia a dia das propriedades rurais. Por esse motivo, o trabalho com associações e cooperativas das cadeias produtivas escolhidas também é central nesse processo, assim como a parceria com diferentes instituições locais, regionais e nacionais para o desenvolvimento e aplicação das soluções digitais”, explica Luciana Alvim Romani, coordenadora de parcerias do centro Semear Digital, reforçando que esses princípios serão aplicados nos dois novos projetos que iniciam em 2026.

Sobre os novos projetos

A partir da parceria com o MDA, três novos DATs serão implantados nos municípios de Iperó, Miracatu e Pereira Barreto, no interior paulista. Nestas localidades, serão instaladas antenas para ampliar a conectividade e o acesso à internet, promovidas capacitações para letramento digital e selecionadas tecnologias que atendem a demandas das cadeias produtivas locais e da extensão rural, como aplicativos móveis, plataformas e serviços digitais. A expansão dos novos DATs em assentamentos rurais também abre a oportunidade para que outras instituições possam se conectar ao projeto e alavancar pesquisas para o desenvolvimento de novas soluções focadas na realidade desses territórios.

O projeto Rio Doce Semear Digital já tem definido seus locais e cadeias produtivas de atuação. A área de abrangência do projeto compreende territórios mineiros do Alto e Médio Rio Doce: em Raul Soares e Caratinga; Vale do Aço e Região de Governador Valadares. E no Baixo Rio Doce: Colatina, no Espírito Santo. O foco será nas cadeias produtivas do cacau, café, pecuária e hortifrutigranjeiros em busca de articulação, desenvolvimento e difusão de soluções digitais adaptadas aos territórios rurais. O trabalho será realizado por meio de Centros de Propagação de Inovação Digital Inclusiva nos Territórios Rurais, ou CPIDIs, que é onde será operada a estratégia de capilaridade e atuação com mecanismos de expansão baseados na assistência técnica e extensão rural.

Érica Speglich

Graziella Galinari (MTb 3863/PR)
Embrapa Agricultura Digital

Valéria Cristina Costa (MTb. 15533/SP (com informações Marci Hences/Anater)
Embrapa Agricultura Digital

Contatos para a imprensa
agricultura-digital.imprensa@embrapa.br

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