{"id":3497,"date":"2025-07-15T15:50:21","date_gmt":"2025-07-15T18:50:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.semear-digital.cnptia.embrapa.br\/?p=3497"},"modified":"2025-09-15T10:52:26","modified_gmt":"2025-09-15T13:52:26","slug":"diversidade-de-trabalhos-e-destaque-no-workshop-do-projeto-semear-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.semear-digital.cnptia.embrapa.br\/en\/noticia\/07\/2025\/diversidade-de-trabalhos-e-destaque-no-workshop-do-projeto-semear-digital\/","title":{"rendered":"Diversidade de trabalhos \u00e9 destaque no Workshop do projeto Semear Digital"},"content":{"rendered":"<p>O II Workshop Cient\u00edfico do Semear Digital (2025) contou com a presen\u00e7a de mais de 130 participantes das sete institui\u00e7\u00f5es associadas, representantes das comunidades atendidas e parceiros para apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos e das a\u00e7\u00f5es em andamento nos dez munic\u00edpios alcan\u00e7ados pela iniciativa. Sessenta e tr\u00eas trabalhos foram apresentados nas sess\u00f5es orais e de p\u00f4ster. Os estudos abrangeram uma ampla gama de tem\u00e1ticas vinculadas ao Centro, incluindo o desenvolvimento e uso de tecnologias digitais e inova\u00e7\u00e3o na agricultura 4.0, o desenvolvimento de tecnologias para a agricultura com base em sensoriamento remoto, modelagem ambiental e sistemas de monitoramento, e estudos sobre desenvolvimento territorial, sustentabilidade e ado\u00e7\u00e3o de tecnologias por pequenos e m\u00e9dios produtores rurais.<\/p>\n<p>Ao fazer um balan\u00e7o dos dois primeiros anos do Centro, Luciana Alvim Romani, coordenadora de parcerias do Semear Digital, destacou o aumento das equipes de 40 membros em 2023 para 130 neste ano e o envolvimento direto de 13 outras Unidades da Embrapa, al\u00e9m de 24 parcerias formalizadas, com empresas, \u00f3rg\u00e3os governamentais e associa\u00e7\u00f5es, entre outras entidades que fortalecem o projeto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a pesquisadora ressaltou os avan\u00e7os alcan\u00e7ados em PD&amp;I, como a organiza\u00e7\u00e3o de bases de dados para avalia\u00e7\u00e3o de impacto, as parcerias para solu\u00e7\u00f5es de conectividade nos DATs, os estudos para aplica\u00e7\u00e3o de algoritmos de intelig\u00eancia artificial e o uso de ve\u00edculos equipados com sensores em campo, al\u00e9m do desenvolvimento de metodologias para mapeamento e monitoramento e de solu\u00e7\u00f5es de rastreabilidade e certifica\u00e7\u00e3o. \u201cTodas essas iniciativas s\u00e3o focadas no contexto de pequenas e m\u00e9dias propriedades rurais, nas diferentes regi\u00f5es e cadeias produtivas abrangidas pelo Semear Digital no Pa\u00eds\u201d, completou Romani.<\/p>\n<h4><b>Inova\u00e7\u00e3o e desafios na ado\u00e7\u00e3o de tecnologias<\/b><\/h4>\n<p>O trabalho apresentado por Carolina Mendon\u00e7a, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), investigou os elementos essenciais para a consolida\u00e7\u00e3o dos Distritos Agrotecnol\u00f3gicos (DATs) destacando que a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias digitais n\u00e3o apenas transforma a base produtiva, mas tamb\u00e9m redefine as rela\u00e7\u00f5es de mercado e oferece subs\u00eddios para pol\u00edticas p\u00fablicas e iniciativas privadas voltadas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de DATs, especialmente em regi\u00f5es com voca\u00e7\u00e3o para inova\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Mas o que motiva a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias? Essa foi uma das quest\u00f5es da pesquisa de Franco da Silveira, bolsista da Embrapa Agricultura Digital, que apresentou uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica sobre os fatores que impulsionam ou limitam a ado\u00e7\u00e3o da Agricultura 4.0 no agroneg\u00f3cio. O estudo classificou os fatores impulsionadores em diferentes categorias: tecnol\u00f3gicos (como avan\u00e7os na internet das coisas), econ\u00f4micos (redu\u00e7\u00e3o de custos), sociais (reten\u00e7\u00e3o de jovens no campo) e ambientais (press\u00e3o por sustentabilidade). A pesquisa alertou que a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias \u00e9 menor em regi\u00f5es distantes de centros urbanos e destacou a necessidade de pol\u00edticas adaptadas \u00e0s diferen\u00e7as regionais.<\/p>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o de tecnologias e a sustentabilidade em cadeias produtivas marginalizadas foi a tem\u00e1tica apresentada por Francine Proc\u00f3pio, da Esalq\/USP, que abordou os desafios e potenciais da extra\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do licuri, palmeira nativa da Caatinga. O estudo mostrou como essa cadeia, vital para metas ambientais e socioecon\u00f4micas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), enfrenta dificuldades como subnotifica\u00e7\u00e3o, desmatamento e falta de pol\u00edticas p\u00fablicas. A produ\u00e7\u00e3o, majoritariamente extrativista e liderada por mulheres, caiu de 1,6 toneladas em 1986 para 0,2 toneladas em 2025. A pesquisa identificou oportunidades de melhoria, como a integra\u00e7\u00e3o com a apicultura e a produ\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos. No entanto, a pesquisadora ressalta que a viabilidade econ\u00f4mica dessa cadeia para o Distrito Agrotecnol\u00f3gico (DAT) de Boa Vista do Tupim (BA) exigir\u00e1 avan\u00e7os em manejo, assist\u00eancia t\u00e9cnica e certifica\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, al\u00e9m de parcerias entre setores p\u00fablico e privado.<\/p>\n<h4><b>Solu\u00e7\u00f5es digitais para a agricultura<\/b><\/h4>\n<p>Na sess\u00e3o dedicada a tecnologias digitais, destacaram-se o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e de baixo custo para problemas cotidianos da agricultura. Um exemplo \u00e9 a armadilha eletr\u00f4nica para moscas-das-frutas em ma\u00e7\u00e3s, em fase de desenvolvimento pela equipe da Embrapa Uva e Vinho, que busca automatizar a identifica\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a das moscas nas planta\u00e7\u00f5es. A armadilha tamb\u00e9m tem potencial de aplica\u00e7\u00e3o para outras culturas, como carambola e lichia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3514\" aria-describedby=\"caption-attachment-3514\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3514\" src=\"https:\/\/www.semear-digital.cnptia.embrapa.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/sessao_poster_1_por_Lilian_Alves-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.semear-digital.cnptia.embrapa.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/sessao_poster_1_por_Lilian_Alves-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.semear-digital.cnptia.embrapa.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/sessao_poster_1_por_Lilian_Alves-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.semear-digital.cnptia.embrapa.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/sessao_poster_1_por_Lilian_Alves.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3514\" class=\"wp-caption-text\">Sess\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos do II Workshop Cient\u00edfico do Semear Digital. Foto: Lilian Alves.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Tamires Lima,bolsista da Embrapa Agricultura Digital, demonstrou os benef\u00edcios do uso de drones na pulveriza\u00e7\u00e3o de caf\u00e9s no DAT de Caconde (SP), uma regi\u00e3o marcada pelo relevo montanhoso. O estudo mostrou redu\u00e7\u00e3o de 21,8% nos custos, 96% no consumo de \u00e1gua e 75% no tempo de aplica\u00e7\u00e3o, refor\u00e7ando a viabilidade econ\u00f4mica para pequenas propriedades.<\/p>\n<p>O desafio da conectividade rural foi avaliado pela equipe do Instituto de Economia Agr\u00edcola (IEA\/SP), que busca mapear a qualidade da internet m\u00f3vel no campo usando dados de localiza\u00e7\u00e3o das antenas e dados das propriedades rurais, a partir do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O objetivo \u00e9 identificar regi\u00f5es com defici\u00eancia de conex\u00e3o para orientar pol\u00edticas p\u00fablicas e reduzir a desigualdade no acesso \u00e0 internet rural.<\/p>\n<p>Ainda dentro dessa tem\u00e1tica, a equipe do Instituto Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Inatel) vem trabalhando no desenvolvimento de uma antena simples, de baixo custo, que cobre frequ\u00eancias do 5G e de sat\u00e9lites e distribui sinal para todas as dire\u00e7\u00f5es \u2013 uma solu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e barata para conex\u00f5es robustas em \u00e1reas rurais.<\/p>\n<p>J\u00e1 a equipe do CPQD estuda uma alternativa para estender a cobertura de redes 5G em \u00e1reas rurais, onde a infraestrutura de fibra \u00f3ptica \u00e9 limitada. Usando softwares livres, a equipe criou uma\u00a0 solu\u00e7\u00e3o que conecta unidades remotas \u00e0 central por meio de sinal de r\u00e1dio e tem se mostrado vi\u00e1vel para a conex\u00e3o com drones, tratores aut\u00f4nomos e sensores, mesmo em \u00e1reas rurais com pouca infraestrutura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Val\u00e9ria Cristina Costa (MTb. 15533\/SP)<\/p>\n<p>Graziella Galinari (MTb 3863\/PR)<\/p>\n<p>\u00c9rica Speglich<\/p>\n<p><b>Press inquires:  <\/b>agricultura-digital.imprensa@embrapa.br\n<p><\/p>\n<i> This text was translated with the assistance of artificial intelligence (DeepL and DeepSeek) and reviewed by \u00c9rica Speglich <\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O II Workshop Cient\u00edfico do Semear Digital (2025) contou com a presen\u00e7a de mais de 130 participantes das sete institui\u00e7\u00f5es associadas, representantes das comunidades atendidas e parceiros para apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos e das a\u00e7\u00f5es em andamento nos dez munic\u00edpios alcan\u00e7ados pela iniciativa. 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